Rony Kidd deixa a Gigantes do Ringue

O lutador brasileiro Rony Kidd concedeu recentemente entrevista ao canal Rádio de Pilhadriver. Dentre os tópicos, tratou de sua recente saída do Gigantes do Ringue, anunciada através das redes sociais na semana passada. Ele relatou que problemas profissionais com Michel Serdan acabaram por motivar o seu pedido de saída da equipe.

“Houve uma conversa com o Michel [Serdan] em Dezembro passado onde ele fez alguns comentários que eu discordei e não achei válidos sobre a série Revolution Wrestling. E falo isso por causa da opinião de quem estava assistindo, não pela minha. A partir dessa opinião ele falou ‘Rony, repensa bem o que você tá fazendo’. Eu fiz uma viagem, tive um tempo de reflexão e na última segunda-feira chamei o Michel para uma reunião. Teve muita coisa na série [Revolution Wrestling] que ele não gostou, praticamente 95% ele achou que ficou ruim. Ele poderia ter falado antes quais eram os erros que no pensamento dele existiram, mas por zelo de não chatear, acabou chateando muito mais”, disse Rony.

Oito anos depois de sua estreia, Rony Kidd não era somente o homem que carregava o agora vago Campeonato Brasileiro de Luta-Livre, mas também atuava como treinador de Wrestling da academia e produtor do Revolution Wrestling, série feita por alunos e último projeto em atividade do Gigantes do Ringue.

As críticas de Michel Serdan acabaram sacramentando a não-continuação do projeto, que teve dificuldades após a mudança dos treinados para o Clube 7 de Setembro.

“Não tivemos tempo hábil para gravar vários episódios e deixar eles guardados para não ter a pausa. Isso associado com a demora não prevista da mudança de academia acabou fazendo com que a gente tivesse a ideia da segunda temporada. Nesse meio termo, o público ficou na curiosidade e isso foi uma falha nossa”, lamentou Rony.

Apontado por figuras da Luta-Livre Nacional como o mais provável sucessor de Michel Serdan no comando do Gigantes do Ringue, o lutador rechaçou a possibilidade de haver uma outra pessoa tocando as atividades e disse que seus antigos patrões não sentirão falta do que ele fazia em prol da equipe.

“Uma coisa que o Michel falou pra mim em uma das nossas inúmeras conversas e até alguns atritos foi: ‘Ninguém aqui é insubstituível, só eu e a Aida [Serdan]. Todo o resto é substituível’. Se eu não vou fazer isso, uma outra pessoa vai fazer. Pra treinar, pra gravar, pra fazer rede social. Ele vai arrumar alguém para fazer. ”, constatou Rony.

Ainda em fase de recuperação de uma lesão na clavícula sofrida em atividades alheias à Luta-Livre, Rony Kidd projetou o que o futuro reserva para si em outros âmbitos além da atuação dentro do ringue e revelou negociações para participar da edição deste ano do torneio Juntos Somos Fortes.

“Eu não estou parando com a Luta-Livre, estou parando com o Gigantes do Ringue. Vou seguir meu foco profissional por enquanto, mas irei seguir com a Luta-Livre. Em breve eu volto como lutador independente. O Tytan da FILL está fazendo os trâmites do Juntos Somos Fortes e muito provavelmente eu vou participar. Eu quero continuar gravando, fazendo minha parte de direção, de roteiro, de organização. Mas isso é um projeto futuro. ”, destacou Rony.

 

FONTE:HOW